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Segredos

Coleção de registos antigos que revelam a história da civilização Tepetl, a descoberta do artefacto e a trágica queda da Nação Tepetl.

Atualizado em 22 Abr 2026

Segredos

Nas profundezas das ruínas, encontram-se registos escritos por aqueles que testemunharam a ascensão e queda da civilização Tepetl. Estes segredos contam a história de um povo que recebeu um dom divino — ou será uma tecnologia alienígena? — e como esse poder os transformou, corrompeu e, finalmente, destruiu.


PEHUA — O Primeiro Contacto

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Os registos mais antigos, encontrados nas camadas mais profundas de Pehua, documentam o primeiro contacto do povo Tepetl com os “homens que vieram de onde a terra arde”.

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Textos dos segredos em português

Macuilxochitl — O Presente

Os homens adentraram a aldeia e levaram-nos para onde a terra arde. Sentia medo. No entanto, o meu marido apenas sorriu e segurou-me pela mão. É um presente, disse-me ele. Um presente que te fará feliz. Levaram-nos para lá dos lagos de fogo. Para corredores feitos de metal, corredores que se moviam e falavam. Estávamos apavorados. Não compreendíamos. Mas confiámos neles.

Paynal — A Transformação

O meu pai pousou a minha palma sobre o artefacto. Não sabia o que era, porém sabia que nenhum homem o poderia ter forjado só. Eles tinham-no construído. Quando terminou, implantaram na minha mente pensamentos que jamais havia tido. Já não temia as máquinas, que antes me pareciam monstros. Não entendia como as podia ter temido alguma vez... ou qualquer outra coisa.

Ehecatl — O Primeiro Desafio

Pusemos as nossas novas mentes à prova. Tínhamos de descobrir uma forma de levar água do rio subterrâneo a todas as bocas sedentas sobrecarregadas com a construção do Altepetl. As caravanas que transportavam água pelos locais de trabalho privavam-nos de braços fundamentais para a construção. Por isso, empreendemos a construção de um novo sistema. Mas acabámos frustrados. Os nossos bebedouros falharam. Um mês inteiro foi desperdiçado.

Citlalicue — A Solução

Secos! Sentei-me no lodo e bati a minha ferramenta contra a terra. Deve haver outra forma, pensei. Tínhamos os olhos abertos, porém as nossas mentes tinham fome. Construímos mais depressa do que aquilo que os nossos corpos podiam aguentar. Sentei-me na solidão e conjeturei, espreitando a cavidade que tinha escavado no solo. E a solução apareceu-me! Erguemos uma conduta de barro e cerâmica. E a água correu.


OZTOC I — O Florescer da Nação Tepetl

Com o dom dominado, o povo Tepetl floresce. A tecnologia transforma a sociedade, mas começam a surgir as primeiras divisões.

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Textos dos segredos em português

Mixcoatl — A Transformação da Sociedade

Vejo as crianças construir novos brinquedos. Discos que voam quando girados. Vejo homens abrir buracos na rocha mais dura, colhendo pós do subsolo, pós que inflamam e reinam a destruição que eu imaginara que só de Tlaloc pudesse vir. Os metais dão base à nossa argamassa. O Altepetl murmura e exala vapor. A água jorra em todas as casas. Já não somos gente da floresta.

Centeotl — A Nova Ordem Social

Para as mulheres, o nosso lugar mudou. As quintas são infinitas. A terra fértil tornou-se um império. Treinamos os escravos que os homens trazem das aldeias conquistadas para trabalharem como nós trabalhámos em tempos. Fazemos oferendas deles quando os seus corpos exaustos já não têm utilidade. Os homens governam e nós preservamos. Os nossos jovens já nascem sábios. Nós não podemos desaprender o prazer, nem tampouco queremos fazê-lo.

Opochtli — A Escravidão

Todos eles veem inspiração onde o que há é crescimento. Todos eles veem Divindade onde o que há é invenção. O seu cacique declarou-se um Deus entre os homens, um filho de Quetzalcoatl. Todos os dias descobrem algo novo e as suas terras expandem-se sobre as nossas. Eles tiram demasiado sem dar nada em troca. Nós somos escravos. As nossas costas serão sobrecarregadas para sua vontade.

Patecatl — O Problema dos Escravos

Tem havido discussão entre os meus homens sobre como melhor resolver o problema dos escravos. As correntes que os nossos metalúrgicos forjam permitem que menos homens vigiem muitos. Contudo, continuam a ocorrer fugas. Os escravos aprendem a abrir as suas fechaduras. Não sabemos se o conseguem fazer por si só ou se a proximidade do artefacto lhes confere influência, como aconteceu connosco.

Cihuateteo — A Energia dos Raios Lentos

O trabalho segue no Teocalli. Os minérios necessários para a construção encontram-se na natureza selvagem, para lá de onde a terra arde. Ao princípio, muitos escravos perdiam-se no caminho. Ao passo que extrair os blocos tinha as suas facilidades, levá-los até ao destino nenhuma tinha. Aproveitámos a energia dos raios lentos para tornar o metal e a pedra tão leves como penas de coruja.

Tzitzmitl — As Leis do Império

A gestão das terras arrendadas deu origem a novas leis. Cada tribo menor deve pagar um dote à Nação Tepetl, libertando as suas fronteiras de toda a ocupação. Todos os que estão ao serviço do estandarte de fogo devem comprometer recursos e dispensar jovens para os grupos de guerra. As milícias locais serão convocadas a cada lua nova. A mão que se opuser será prontamente mutilada.


OZTOC II — A Expansão e as Consequências

A Nação Tepetl expande-se, mas começam a surgir os primeiros sinais de que algo está errado.

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Ahuitzotl — O Caçador de Homens

O meu povo vem da savana húmida, do coração das rochas selvagens. Ao serviço do estandarte, conduzo os meus homens às aldeias vizinhas para encontrar escravos para a nossa lealdade. Eu costumava caçar mazatl, agora caço homens. Pude ver as armas da Nação Tepetl. Eles não precisam de lanças nem de arco. Podem queimar aldeias a grandes distâncias, fazer homens desaparecerem num terrível clarão.

Temazcalteci — O Gémeo Teocalli

O gémeo Teocalli está completo. Ouvi histórias de a Nação Tepetl chegar além da clareira mais distante. Das suas máquinas, da sua riqueza e do seu poder. Vi carroças serem guiadas por sua própria navegação e vi o próprio chão mover-se por ordem de um interruptor. Eles podem usar magia para fazer mover estruturas sem a necessidade de mãos para isso.

Chalchiuhtlatonal — Invenções e Descobertas

O meu rapaz inventou uma rede de pesca feita de bobinas de metal frágil. Vi-o usá-la no rio subterrâneo. Passou corrente pelo fio e eletrocutou muitos peixes. Suficiente para que uma centena fizesse o banquete! Uma noite, a minha filha colocou nutrientes num leito de sedimentos. Na manhã seguinte, havia árvores por cima da nossa cabana! Levaremos a fruta ao Altepetl para troca.

Tonatiuh — O Sonho

Na passada noite, vi coisas no meu sonho. Vi as pessoas da Nação Tepetl. Todas carregavam luzes. Dei-me conta de que era a sua influência. E pude vê-la nadar nos corredores do santuário, e mais além uma forma. Uma forma escondida no lugar proibido. Tão pura que me cegou. Mais brilhante que o sol. Acordei a tremer, gelado e com febre.


TEOTL I — O Lugar Proibido e o Medo

O poder transforma-se em dogma. O “lugar proibido” torna-se tabu, e o medo instala-se.

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Chantico — Os Maus Presságios

Muitos cidadãos recorreram ao astrólogo, a propósito de maus presságios e de sonhos despertos. Falam de um segredo no lugar proibido. Um grande e misterioso poder. Violá-lo é um pecado mais grave que mil mortes. Eles deram-nos o dom e assim no-lo podem tirar. Não obstante, o povo fala. O querer e o desejo decidirão. As pessoas farão perguntas, e uma vez feitas...

Amimitl — A Lei Divina

O filho de Quetzalcoatl, outrora um cacique e agora o governante de tudo o que se encontre a mando do estandarte de fogo, escreveu uma nova lei. Os Deuses falam através de mim, proclamou. A minha vontade é a sua. Nenhum homem, mulher ou criança pode entrar no lugar proibido. O dom foi-nos dado, e assim no-lo pode ser tirado. Louvaremos com sangue na próxima lua cheia.

Tlaltecuhtli — O Grito do Escravo

Estou proibido de escrever. Pois sou um escravo. Porém, falo. Os mestres põem-nos a trabalhar noite e dia no palácio do trabalho mecânico. Não nos é permitido ver o céu. São os fogos do mundo que alumiam os nossos agravos. O ar é húmido com cinzas, venenoso para os nossos corpos. O solo é duro, mutila a nossa carne. Aqueles que morrem rolam caminho abaixo até à orla escaldante e são substituídos.

Nagual — A Paciência e a Transformação Animal

Viver a adversidade é um traço de paciência. Reforçar a nossa influência é como arrancar de um ayotl a sua carapaça. Aprendemos que os animais são transformados pelo dom, tal como o homem. Primeiro, os vermes no solo por baixo do Teocalli duplicaram em comprimento. A seguir, os macacos empunharam lanças, atacando-se entre si. Os primatas nadaram para a própria morte. Temos de ter a paciência que bestas não têm.


TEOTL II — A Queda na Escuridão

A civilização atinge o seu auge tecnológico, mas a um preço terrível.

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Cipactli — A Vitória sobre a Noite

A noite foi vencida. Nunca mais o temor da sombra será ruína para aqueles que vivem na Nação Tepetl. As nossas paredes brilham numa chama eterna. Enquanto a terra arder, haverá sempre luz. O poder do dia foi conquistado e dominado, como tudo o mais. Não há façanha de que sejamos incapazes. Os Deuses podem estremecer-se!

Chicomexochtli — O Preço da Luz Falsa

As oferendas cessaram. Graças aos Deuses! Dizem que o vento foi domado na cidade de ouro. Que o ar fresco flui no Altepetl como nas terras altas. As pessoas estão a mudar. A empalidecer com o cansaço. Dizem que é por viverem debaixo da terra, longe do sol. Uma consequência da falsa luz. Agora parecem-se mais com Deuses do que com pessoas.

Huixtocihuatl — Os Sussurros

Fala-se do lugar proibido. As pessoas murmuram amontoadas em massa nas esquinas das ruas. É do artefacto que falam. Por toda a Nação Tepetl, desde o grande Teocalli, passando pela selva a céu aberto até à beira dos portões em chamas, os sussurros ensurdecem o ar com conversas sobre sonhos. Todos sentimos o que se avizinha.

Atlaua — A Primeira Cabeça

Um homem entrou no lugar proibido, sendo apanhado pelos guardas do Deus Rei. Os seus sonhos envenenaram-lhe a mente, dizem eles. Fizeram-no quebrar a mais importante das nossas leis. A execução foi rápida. Uma cabeça gritante é erguida sobre os portões do palácio, arrancada de uma lança dourada. Temo que seja apenas a primeira. Mais cabeças se erguerão na próxima lua cheia.


HUECA — A Rebelião e a Guerra Civil

A opressão gera revolta. O povo divide-se entre os que seguem o Deus Rei e os que adoram a Bola (o artefacto).

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Atlacoya — O Chamado

Ao despertar do meu sono, descobri-me à margem de onde a água cai. Caminhava eu em sonhos, procurando pela voz que embala a minha alma. Ao ouvi-la chamar-me, é-me permitido ver o mundo com três olhos... desvendar o mistério da natureza com um olhar e resolver o enigma do céu com um pensamento. Porém, uma vez acordado, há um vazio que me abala.

Camaxtli — O Despertar da Revolta

Por quanto tempo esperam eles segurar-nos? O Deus Rei não é mais filho de Quetzalcoatl que qualquer um de nós! Não existe paraíso. Nenhuma coruja nos observa das sombras como se fôssemos crianças más. Temos as mentes abertas e podemos ver com clareza. O dom pertence a todos os povos a mando do estandarte do fogo! A imortalidade do Deus Rei será posta à prova!

Ometeotl — A Tomada do Artefacto

A rebelião nasceu com a manhã que se seguiu à décima segunda execução. Os portões de ouro foram invadidos e os guardas do Deus Rei esmagados. Mãos ávidas arrombaram as fechaduras do santuário e pés nervosos irromperam pelo lugar proibido. Mil palmas tocaram o artefacto e levaram-no para longe de onde a terra arde.

Atlacoya — A Guerra

Guerra! Desordem! A cidade dividiu-se em duas frentes: os que prestam lealdade ao Deus Rei e os que adoram a Bola. Muitos morrem todos os dias. Quem permaneceu leal encontra-se perdido. Os outros são mais poderosos, mais sábios. Em cima de tudo, há rumores sobre uma praga. O que acontecerá à Nação Tepetl? O solo treme. O ar escalda. As colheitas murcham.

Atlatonan — A Maldição do Deus Rei

E assim declarou o Deus Rei: amaldiçoarei todo aquele que se me opuser! O pecado dos blasfemos não será tolerado. A todo o homem que albergue o coloti ser-lhe-á arrancada a pele do dorso e assim será lançado, nu, em carne viva, numa sepultura de sal. A mulher que se deite com um homem do coloti ficará grávida de um demónio e dará à luz pelo sovaco.

Nahual — A Nação Divide-se

A Nação Tepetl está a dividir-se em duas. A tradição bate-se com a invenção. A fé bate-se com a ciência. O coloti cria mecanismos de guerra obscenos, ao passo que o seguidor leal do Deus Rei rapta e brutaliza. Não sobrou ninguém para curar a peste. A doença vem do lugar proibido, certamente! Eles castigam-nos conforme nós próprios nos arruinamos.


CAHUA I — A Peste e a Degeneração

A guerra civil e a peste devastam a civilização. O conhecimento começa a desaparecer.

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Tonantzin — A Calamidade

A calamidade abateu-se sobre nós! Houve uma explosão nas grutas. A guerra abranda ao passo que a doença assola todas as famílias a mando do estandarte, até mesmo a do Deus Rei. O príncipe morreu, bem como muitos dos nossos jovens filhos. Os filhos matam os pais quando estes dormem. As mães comem os seus bebés. As feras arrastam os moribundos para a selva. Não há como fugir...

Mextli — O Esquecimento

Contemplei as águas cristalinas do rio subterrâneo e encontrei um semblante grisalho. A minha pele tornou-se rude e seca. Fez-se tarde demais. Começo a esquecer os meus saberes. Os meandros do raio lento, da mobilização estática e da alquimia do calor... Tudo se perdeu como lágrimas no rio. Em breve perderei o caráter do escriba. Esquecerei o meu próprio nome.

Toci — Gólems de Carne

Eles caminham pelos corredores como brandos gólems. E pensar que em tempos foram inventores e xamãs. Todo esse conhecimento... desperdiçado. Para quê? Foi uma guerra justa, proferiu uma vez o coloti. Talvez conservem a sua piedade por anos e a passagem do tempo faça dela diamante, tal como o tempo pode tornar a ardósia inútil. Tal fim não se me reserva. Uma cama funerária em rocha fundida reclama o seu ocupante.

Atlacamani — O Último Refúgio

O Rei que se declara um falso Deus anda em busca da Bola quando a peste inunda as ruas de morte viva. Ele não a reclamará! Ela é nossa agora, e permitir-nos-á libertar deste lugar. Encontraremos forma de sair daqui e voltar a ver o céu. Para isso, há que esconder a Bola. Precisamos de arranjar maneira de a manter longe dos exércitos do Rei.


CAHUA II — O Fim

Os últimos registos, deixados pelos sobreviventes ou talvez pelos próprios criadores do artefacto.

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Ixtlilton — A Mensagem do Deus Rei

Eu sou o filho de Quetzalcoatl. O que aqui jaz é a ruína do meu império. Saiba-se que em tempos fomos grandes e favorecidos por entre os demais aos olhos dos Deuses. Saiba-se que Eles nos deram um dom que fez de nós poderosos... Soberanos. Que caminhámos por este mundo e que daquilo que tocámos criámos um reino de ouro. Que todo aquele que nos descubra se lembre e se acautele.

Omacatl — O Selamento

A Bola zumbe conforme a fumaça da última centelha de guerra se arrasta e se extingue. Desde o instante em que foi tomada, o nosso destino ficou traçado. Os blasfemos procuraram fazer com que a Bola jamais possa ser recuperada pelos exércitos do Deus Rei, reunindo os seus mais sábios inventores para selar o reino por dentro. Estas paredes são um túmulo mecânico e a Bola é a sua cifra.

Cipactonal — O Arrependimento

Tomámos-Lhes a bola, fonte do Seu misterioso poder. Do santuário do lugar proibido arrancámos a portadora de dádivas e roubámo-la para nós. Fomos arrogantes e cometemos um erro. É preciso que a devolvamos a Eles. Devemos reparar o que antes foi feito, pelo bem de nossas almas e das almas de nossos filhos.


Notas da Tradução

João Frade: A tradução dos segredos do The Ball foi um dos trabalhos mais desafiadores e gratificantes que realizámos. Estes textos não são meras descrições de conquistas ou itens — contam uma história complexa sobre uma civilização que recebeu tecnologia avançada (o “dom”, os “raios lentos”) e a interpretou como divina.

Escolha-chave: Optámos por manter os nomes originais em Náuatle (Macuilxochitl, Paynal, Ehecatl, etc.) para preservar a autenticidade cultural, mas traduzimos os textos de forma a fluírem naturalmente em português, com um tom ligeiramente arcaico e solene que reflete a importância dos registos.

Termos como “coloti” (referindo-se aos rebeldes que adoravam a Bola) foram mantidos, criando um vocabulário próprio para esta civilização. Expressões como “raios lentos” (provavelmente referindo-se a eletricidade ou energia) e “onde a terra arde” (vulcões ou fontes de energia) foram traduzidas literalmente para manter a perspetiva do povo Tepetl, que não compreendia a tecnologia que utilizava.